CONTOS PROIBIDOS
 

 
O LIVRO DOS DIAS- Sem autorização e sem censura! "Estamos vivendo E o que disserem, os nossos dias serão para sempre."
 
 
   
 
quinta-feira, junho 06, 2002
 
Estou em

http://contosproibidos.blogspot.com

com novos contos!!


* * *

Calma, duas pessoas hoje me perguntaram o que tava acontecendo nesse blog.
Não vou explicar não, é só ler lá embaixo.

O endereço novo também tá lá embaixo, mas eu vou linkar aqui e repetir:
http://contosproibidos.blogspot.com

ATUALIZEM OS LINKS, CARAMBA!

sexta-feira, maio 31, 2002
 
Esse blog de bosta foi desativado.

Sigam para Contos Proibidos nesse endereço!

Gostaria que vcs atualizassem os links! Obrigada!
 
O blogger sumiu com meu template. Não há como mandar emails, não há como resgatar o antigo. Portanto voltem amanhã, ou nunca mais. Com ajuda eu espero saber o que fazer. Estou profundamente irritada e com vontade de foder com esse blogger. NInguém merece aguentar um blog com essa cara podre.
 
Simplesmente acabei de acordar e meu blog estava assim. Horrível! Ainda estou com meus cabelos em pé. O blogger de merda resolveu sumir com ele. Não tenho mais nada. Não tenho contador, não tenho comments, meu blog tá horrível. Vou na cozinha procurar uma faca.

quinta-feira, maio 30, 2002
 
Profunda tristeza pela morte de Mario Lago. Não quero falar nada, um momento de silêncio por favor!

Estou triste de verdade. Um velhinho tão lindo que desde pequena eu queria ter como avô.
 
Eu ainda não sei o que vou fazer no São João, e todo dia eu tenho que dizer isso a alguém. Eu e Raphaella sempre nos metemos em confusão. Antes da casa-que-não-tinha-teto-não-tinha-nada do Festival de inverno (que já foi assunto pra um post gigante), a gente alugou uma casa em Caruaru. Pagamos 50% do valor. Insanidade total. A gente não sabia nem onde ficava e só quando minha prima que mora lá fez o favor de ir olhar é que a gente descobriu que se tratava de um cabaré.
 
Uma Frevo Cola apareceu misteriosamente na minha casa e todos dizem que não têm nada a ver com isso. Perguntei pro meu pai se ele ia tomar assim mermo.
Já tomando, ele respondeu:
- Não é nenhuma Brasteeeeemp, né?!

Depois da Frevo Cola, meu irmão resolveu que a gente deveria consumir açúcar mascavo. Meu café perdeu totalmente a graça, principalmente porque arrisquei usar o adoçante. Uma pessoa não pode ser feliz tomando café com adoçante. Acho que estão enlouquecendo. Vou ali providenciar uma terapia familiar.
 
Tô com uma crise de coluna fodida. Nisulid, Tandrilax e massagem de Cataflan não foram suficientes. Os consultórios médicos não atendem. A pior parte é usar esse colarinho e aguentar a risadinha no canto da boca das pessoas daqui de casa.
 
Vou fazer vudu com o filho da puta que me mandou um artigo em inglês por email, pra abrir num programa que eu não tenho e exige que eu apresente na próxima terça pra um monte de idiota que eu não conheço.

E vudu se escreve assim mermo.
 
Aqui deveria haver um enorme post. Mas desisti na metade. Não é hora!
 
As pessoas ainda acham estranho acordar às seis e meia da manhã e me encontrarem vestida, pronta pra mais um dia de faculdade. Faldade. Numa quinta-feira de feriado. Quando poderia ser apenas um dia de descanso, ou apenas o primeiro dia de um feriadão. Perdão Senhor, o senhor há de convir que não desrespeitei um dia santo por espontânea vontade. Mas por espancada pressão. Vítima dessa fatalidade, dessa faculdade idiota que me faz sair da cama num feriado frio. Deixo aqui registrada a minha revolta!

...

...Passou, foi só um momento de drama!
 
Esqueci minha pasta com meu caderno e minhas anotações na faculdade.
Espero que ninguém resolva ler. Espero que ninguém encontre meus bilhetes. Espero que ninguém ache meus pensamentos no meio das anotações das aulas.
 
Durante o dia foram 7 xícaras de café.
Uma antes de sair de casa. Três na faculdade. Uma ao voltar pra casa. Outra no jantar. Mais uma agora.

Só que eu preciso dormir.

Se eu pudesse fazer um pedido agora:
Não quero ter insônia nunca mais!

quarta-feira, maio 29, 2002
 
Propaganda de Motel na Rede Globo, como assim?!
 
Quando eu descobri que rir de si mesmo é o melhor remédio pra encarar um mico, decidi que um dia contaria isso aqui. É hoje.

Calourada da Federal. Eu já tinha bebido uns Carreteiros com Rapha, Joka e Gilson. Depois fui andar com as meninas: Julie e Gabitch.
Rodamos um pouco e decidimos parar perto de uma árvore. Ficamos alguns minutos até o ocorrido. Devo confessar que eu fico um pouco mais simpática quando bebo. Aliás, bem mais simpática.
Foi numa determinada hora que eu vi um menino da minha faculdade. Aqui chamarei ele de João. Sempre achei ele bonitinho, apesar de ser muito nerd, mas como minhas amigas não sabiam disso, resolvi que deveria apresentá-lo a elas.

Fui em direção ao dito cujo, dei-lhe um abraço, carreguei-o pela mão até minhas amigas e fiz a apresentação.
João, Gabitch. Gabitch, João.
João, Julie. Julie, João.
E me afastei um pouco pra deixá-los mais à vontade.

Comecei, um pouco de longe, a prestar atenção nele. João usando óculos? E mais magro tão de repente? Foi quando eu vi que ele cochichava alguma coisa com minhas amigas e ria muito. Percebi tudo e fui saindo de fininho.
Depois de um tempo elas foram atrás...
- Você é louca? O nome da criatura é Leonardo. E o cara faz medicina, né odonto não!

Pois é, eu não conhecia o cara.
Depois de beber eu também costumo confundir as pessoas na rua!!
 
Sempre que eu tento ser educada, formal ou qualquer coisa assim, acontece alguma coisa de errado.

"Professor Jaime,
Gostaria de pedir ao senhor que, se possível, me envie os artigos do grupo de estudo sobre periodontia.
Obrigada,
Renata.


"Renata,
Meu nome é JAIR e não Jaime, mas tudo bem, eu mando os artigos mesmo assim.
Seguem em anexo.
JAIR."


* O desgraçado ainda tira onda!

terça-feira, maio 28, 2002
 
Manhã, frio, chuva e aula de odontopediatria...uma mistura perigosa!

Tarde vazia. Minha mãe estuda geografia com minha irmã aqui do lado e eu já entendo tudo de Chuvas Ácidas. Ninguém imagina como estou vestida, apenas digo que estou rezando pra que não chegue visitas. Esse interfone é uma tortura e há duas horas o telefone anda tocando seguidamente. Numa tarde nublada isso pode ter efeito nocivo. Dor de cabeça sem tamanho.

Acho que já falei sobre isso aqui, minha calça de pijama chamada Mimosa. Tão feia quando o nome. Herdei da minha mãe quando ela se recusou a usar. Uma blusa de manga comprida rosa, com desenho de gatos na frente. Combinação indescritível. Um frio maior que tudo. Cheiro de pipoca vindo da cozinha e um telefonema avisando que tenho estágio daqui a uma hora.

Alguém merece?

Dias nublados são lindos. Definitivamente combinam com frio, cobertores, pipoca, café, cama e um Foda-se o mundo, não vou pensar em nada!
 
Eu pensei em não dormir essa noite. Só pra não dormir mesmo, só pra ficar sem ter nada o que fazer. Mas desisti ao me lembrar que cochilar durante a aula é uma tarefa que exige muito de mim. Eu não sou especialista na arte de dormir em sala de aula, embora pratique demais. Ano passado, durante um sono profundo, escondida na última fileira de cadeiras, deixei cair no chão a minha pasta com uma tonelada de fichas. Resultado, foi um estrondo. E ninguém tente imaginar o meu susto diante da sala toda me olhando, ainda limpando o rosto e tentando, discretamente, me recompor.
 
Vou ali comer uma pinha do tamanho de um melão que minha mãe acabou de trazer. Colocou ao lado do mouse pra chamar atenção. Agora ela tá bem aqui me olhando, irresistível.
 
Coisitas simplitas que ando sentindo falta...

Vinho Carreteiro, lugares com gente desconhecida, reuniões pela madrugada, gargalhadas pelas escadas, um fogão velho e abandonado e mensagens em caixa postal de celular. Não necessariamente nesta mesma ordem.

Ando sentindo falta do som do meu quarto que está há anos no conserto, de um livro de cabeceira inútil que eu não precise levar a sério e de um cd novo, que agora é caro pra caralho e eu não tô mais me dando ao luxo de rasgar o plástico antes de colocá-lo pra tocar, porque genérico já vem sem plástico.

Tô sentindo falta de chamar atenção de tanto rir.
E explicando, eu não sei cozinhar! O fogão que citei lá em cima serve só pra guardar as garrafas vazias de vinho. A gente nunca deve deixar o lixo como testemunha.

segunda-feira, maio 27, 2002
 
Essa cidade é uma palhaçada mesmo. Só aqui em Recife uma casa de show vira igreja. O Classic Hall, a única decente casa de show, vai ser transformada em igreja. Pensei em espalhar velas pretas ao redor do local pra assutar os fiéis, mas desisti por falta de tempo. Também não quero servir de testemunha quando isso acontecer.
 
Experimentem gritar ao pé do meu ouvido logo nos primeiros minutos do dia. O resultado é trágico e eu não me responsabilizo pela duração do efeito.
 
Quer saber um bom motivo pra não ter namorado? A culpa da conta de telefone alta no final do mês não será sua.

domingo, maio 26, 2002
 
Uma amiga minha, bêbada, há tempos atrás, deixou uma mensagem na caixa postal de um cara que eu era a fim na ocasião, dizendo que a cor do prédio que ela estava olhando era cinza. Há dois dias atrás falei com esse cara meio que por acaso. Na noite passada eu sonhei que um avião caia em cima do prédio e ele era todo destruido. Será alguma relação?
 
Só eu tenho um pai que me acorda em todas as viagens pra ficar olhando as obras da BR 232.
 
Mais um fim de semana. Passou tão rápido quanto todos os outros. Merda. Amanhã continuarei meus planos para o próximo fim de semana, que mais uma vez não colocarei em prática. Meu quarto continuará desarrumado e meus estudos continuarão atrasados. Foda-se. Quem quer saber? Preciso consumir todo o tempo que eu tenho livre. Não dá pra gastar com bobagens, não dá pra dormir um segundo a mais.
Amanhã continuarei colocando na agenda os tópicos que adiarei pro fim de semana, e no próximo domingo, eles continuarão lá. Minha agenda estará fechada e só a segunda-feira irá me lembrar disso.
 
Fim de semana que vem terá UNIDADE MÓVEL.
 
Meu pai acabou de reclamar da bagunça do meu quarto. Ele falou que não tem coragem de entrar ali. De fato só eu consigo, e meu irmão que precisa de um espelho grande pra ver se a blusa dele está amassada. Minha irmã dorme comigo, mas só entra no quarto na hora de deitar na cama. Além do mais ele é rosa. É da época que minha mãe achava que eu era retardada e gostava de coisas rosas. E eu nunca gostei, mas quando cheguei o quarto já estava todo assim. Tive que disfarçar o meu sorriso de decepção. Mas ele ficou rosa pra sempre. E eu pra sempre parecendo uma retardada.

Há uns anos atrás, tentei fazer uma mudança impossível. Mudei as camas de lugar e arranquei fora a mesa de cabeceira com aquele abajur idiota em forma de boneca. As coisas não deram muito certo. Ele agora é rosa, feio e tem um cubo roxo no lugar da maldita mesa de cabeceira. Se bem que esse cubo é a parte que eu mais gosto do quarto.

Não posso abrir as janelas por causa do vento que leva tudo embora, porque moro no nono andar. E inventaram de construir um apartamento bem do lado. Pra foder com tudo, certa vez conheci um cidadão num curso de computação que fiz. O cara jurava que me conhecia de algum lugar. Dois dias depois ele lembrou que me espionava pela área de serviço do apartamento dele, que fica exatamente na frente do meu quarto. E espalhou pra sala inteira que tinha me visto nua, apesar de eu saber que era mentira porque eu troco de roupa dentro do guarda-roupa. Mas ele disse que quando não tinha nada pra fazer, preparava um balde de pipoca e ia pra área de serviço.

Pelo menos eu não tenho ursinhos de pelúcia.
 
Nem acredito que essa semana vai ser normal pra mim. Nada de festinhas durante as madrugadas. E quinta-feira, de quebra, ainda tem aula na fa.
 
Sentir saudade é uma bosta. Não aconselho a ninguém. É melhor ir assistir Domigão do Faustão.

 

 
   
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